quarta-feira, 12 de junho de 2013

É possível abandonar a dependência de crack por conta própria, porém, isso depende de vários fatores, entre os quais o grau de dependência e o nível de apoio social e familiar que o dependente possui. O sucesso de qualquer tipo de tratamento para uma dependência química passa, em grande parte, pela vontade do usuário de se manter afastado da droga (abstinência). Sem isso, nenhuma proposta terapêutica funcionará. Entretanto, há que se considerar o fenômeno da comorbidade, ou seja, a coexistência no mesmo indivíduo de outros transtornos mentais (por exemplo, depressão, psicoses, dependências de álcool, transtornos graves de personalidade etc.) que, caso não sejam tratados concomitantemente, podem comprometer a recuperação Um diagnóstico adequado permitirá traçar uma abordagem terapêutica mais eficaz, que esteja ajustada às características do paciente.


Entrevista com a Palestrante Natáila Barros

Entrevista com:
Assistente Social Natália  Barros. 25 anos. Formada pela Uniabeu.
Sobre: 
E quando falamos de “Crack” falamos de que?
1) Natália, quais os  efeitos do Crack no organismo? 
R. Ao ser inalada, a fumaça do crack pode levar de 8 à 15 segundos para chegar ao Sistema Nervoso Central. A ação do crack no cérebro dura entre cinco e dez minutos, período em que é potencializada a liberação de neurotransmissores como dopamina, serotonina e noradrenalina, fatores estes que auxiliam para a dependência da droga

2) Quais os sintomas?  
R. Seus sintomas são: Euforia, agitação, sensação de prazer, irritabilidade, alterações da percepção e do pensamento, alterações cardiovasculares e motoras , taquicardia Tremores.

3) Quais os  tipos de internações? 

R. As internações são: voluntárias(com consentimento do sujeito), Involuntária(sem consentimento do sujeito, mas autorizada por equipe médica) e Compulsória(: sem consentimento do sujeito, via ordem judicial).

4)quais as Ações governamentais na cidade do Rio de Janeiro e Como funciona a assistência social, nesse assunto?

R. O governo atua  nas ações com estratégias de Redução de Danos, implantação de mais CAPS ads no município, liberação de leitos para atenção à usuários de álcool e outras drogas em Hospitais Gerais. Realizamos as Ações pautadas no acolhimento social, participamos no Recolhimentos de crianças e adolescentes compulsoriamente e no recolhimento de adultos usuários de crack de forma compulsória.

5) O que seria essa redução de danos? 

R. Redução de danos são algum as alternativas capazes de reduzir os prejuízos associados a este consumo.Incentivar o dependente de crack a cuidar de si, sem que a condição para isso seja a interrupção total do uso da droga, é a estratégia central das ações de Redução de Danos à saúde do usuário. Ao reduzirem os problemas associados com o uso de drogas no âmbito social, econômico e de saúde, estas estratégias beneficiam o usuário, seus familiares e a própria comunidade.


6) Para finalizar com a família pode ajudar esse usuário?

R. É fundamental que a família reconheça que ele está em um processo de recuperação de dependência, compreenda suas dificuldades e ofereça apoio para que ele possa reconstruir sua vida social. “Durante o tratamento os familiares e amigos podem e devem apoiar o dependente, se possível com ajuda profissional. O principal risco para um ex-usuário é se sentir sozinho, desvalorizado e sem a confiança das pessoas próximas